quarta-feira, 17 de setembro de 2008

As Estrelas do Cinema de Animação - Parte 3


BETTY BOOP

por Fernando Ribeiro

A personagem dotada de uma sensualidade exuberante, impressionou o público e levantou muitas questões dentro do género cinematográfico. Criada por Max Fleischer (o mesmo criador de Bimbo e Ko Ko), Betty Boop teve a sua primeira aparição em 1930 no filme "Dizzy Dishes". Inicialmente, com o seu aspecto mais “animal”, ela demonstrou uma faceta mais “atrevida” e rapidamente se tornou num ícone sexual pelo mundo inteiro. Posteriormente ao seu aspecto inicial, Betty foi melhorada visualmente, onde ganhou um toque mais humano e sensual, admirando um público que nunca tinha visto nada semelhante no cinema de animação. Contudo, a personagem viria a perder algum protagonismo depois da MPPDA (The Motion Pictures Producers and Distributors Association), ter posto em vigor um regulamento que afectou os filmes da Betty Boop. Foi-lhe censurada toda a sensualidade característico da própria criação, passando a ser uma mera dona de casa. Mais tarde juntou-se a ela Grampy, que lhe roubaria praticamente todo o protagonismo. Betty já não tinha a força e o estrelato que possuía antes. Usava mais roupa, e apenas se preocupava com as lidas da casa. No entanto, Betty Boop não marcou um estilo muito próprio dentro do cinema de animação, mas sim um dinamismo em termos de personagem, que basicamente nenhuma outra o tinha criado no mundo da animação até à altura. É de frisar a importância que ela pode ter tido não só para as mulheres, no que toca à identificação pessoal de cada uma com Betty, mas também para os homens, pois para eles, ela era algo que eles gostavam de apreciar, e onde sobretudo desejavam-na sexualmente. Sobre ela será então importante referenciar os seguintes aspectos: inicialmente tinha um objectivo diferente em relação àquilo que conhecemos dela actualmente, ou seja, não era propriamente bonita mas depois da aderência do publico, mais exactamente com os homens, quase tudo nela mudou. Depois, outro ponto a registar foi a forma como a animação entrou nas pessoas, mais propriamente nos adultos em si. Era de facto uma personagem que dizia claramente mais aos adultos, marcando assim uma geração que estava um pouco reprimida. Assumiu também um estatuto de estrela erótica, como ainda hoje é um pouco conhecida dentro da nossa sociedade.

"DIZZI DISHES":



Ante-Cinema#

5 comentários:

Fifeco disse...

Posso dizer que sou das poucas pessoas que nunca viu um único episódio das aventuras da Betty Boop. Sempre fui mais "colado" na DIsney.

Abraço

Fernando Ribeiro disse...

Fifeco,

Pelo menos tens oportunidade de ver aqui o primeiro filme da Betty Boop. Aproveita para dar uma espreitadela, e se quiseres, comenta aqui posteriormente.

Abraço.

Anita :) disse...

é deliciosa:)))
Bjinho

Fernando Ribeiro disse...

Anita,

Apesar de não ser das minhas personagens preferidas do mundo da animação, admito que foi uma referência e um marco para a sua história.

Beijo

looT disse...

Agora lembraste-me a piada do "Quem Tramou o Roger Rabbit" quando a Betty surge e ainda é um desenho animado a preto e branco.

Grande Betty Boop :)

Abraço