quarta-feira, 16 de abril de 2008

Crítica

"YOUTH WITHOUT YOUTH - UMA SEGUNDA JUVENTUDE", de Francis Ford Coppola

Nota Ante-Cinema: 8/10

Finalmente, o regresso de um dos mais carismáticos realizadores norte americanos dos últimos tempos. O seu nome é Francis Ford Coppola, que certamente dispensa apresentações a todos os cinéfilos que gostam de bom cinema. Após 10 anos ausente no cargo da realização, e tendo apenas pegado em certos projectos como produtor ou produtor executivo, como aconteceu com "The Virgin Suicides", "Sleepy Hollow", "Lost in Translation" ou mais recentemente com "The Good Shepherd", Coppola põe à prova toda a sua arte como realizador.
Após ao então muito esperado regresso deste fabuloso realizador com o seu filme "Youth Without Youth - Uma Segunda Juventude", o que se pode dizer é: que bom regresso. Somos, desde o início, invadidos por uma fotografia extremamente bem aplicada ao clima e ao género, como também recheados de interpretações que são de "encher a vista", especialmente com Tim Roth.
Não seguindo propriamente uma narrativa centrada na linearidade, Coppola concentra todo o ambiente recriado, por detrás de um enredo que nos desperta a atenção para o sucessivo seguimento da história e da sua forma de contar o constante e materializador objectivo da personagem Dominic (Tim Roth), em terminar a obra da sua vida.
É, sem sombra de dúvidas, um filme que foge à estrutura das grandes produções, reivindicando Coppola como um dos célebres e nobres realizadores da industria norte americana. Porque não é preciso exactamente um grande orçamento, para criar um bom filme.


"Tim Roth segura o seu papel com uma subtileza fria naquela que poderá ser uma das interpretações mais ignoradas do ano. O filme que marca o esperado regresso de Coppola depois de anos de ausência é uma jornada de espírito que explora o conceito já dado por Darren Aronofsky no seu controverso "The Fountain", mas aqui embalado numa poeta narrativa que se concentra na intrinsidade da personagem principal. Outro grande filme de Coppola."



Ante-Cinema#

1 comentário:

Fifeco disse...

Creio que o regresso de Coppola não poderia ser mais perfeito. A intensidade da narrativa, a paixão da realização, a fotografia, a banda sonora, as interpretações e a filosofia imposta pela narrativa são tudo razões que tornam esta fita num must see...

Abraço