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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Grandes Momentos Cinematográficos - Especial Darren Aronofsky

THE FOUNTAIN (2006)

Nota Ante-Cinema: 9/10

Aquele que é, talvez, o filme da carreira de Darren Aronofsky que mais dividiu opiniões, chega agora esta semana ao Grandes Momentos Cinematográficos para culminar esta homenagem ao cinema do realizador americano. The Fountain, estreado nos nossos cinemas em 2007, foi muito mais além da história de amor, apresentando um filme visualmente fantástico e inovador. A narrativa essa, suscita grande interesse devido à temática geral que o filme nos apresenta: a questão da vida eterna.

Se Requiem for a Dream (apresentado aqui na semana passada), abriu a Darren Aronofsky novas portas, este The Fountain veio culminar o excelente espírito visionário que o realizador vem vindo a adquirir desde a sua primeira longa metragem. No entanto, se é no aspecto visual que o filme mais se destaca, onde cenários extremamente bem elaborados e opostos ao nosso mundo nos são apresentados, também a diferente narrativa desenvolvida por Aronofsky nos chama a atenção. O filme, apesar de viver à volta de duas personagens do mundo actual, este é ainda uma metáfora para o que vem dos antepassados e aquilo que significa o próprio destino. A narrativa envolve três vidas durante 1000 anos que, no fundo, se assimila a uma em concreta.

O Ante-Cinema apresenta em baixo, como tem ocorrido desde o início deste especial, duas cenas para salientar a mestria e a força desta obra. No primeira cena (Momento 1), o maior destaque vai obviamente para a carga visual que Aronofsky apresenta. Com tudo a ser gerado pelos grandes atributos que a tecnologia hoje nos oferece, o filme apresenta uma vigorosa a fabulosa fotografia. A par disto, e apesar de já se parecer algo repetitivo, temos que voltar a salientar a banda sonora de Clint Mansell. Mais uma vez, esta é perfeita em todos os sentidos. No segundo momento apresentado (Momento 2), salientamos a força da relação entre as duas personagens ao qual o filme anda à volta na actualidade, reforçando principalmente as excelentes interpretações de Hugh Jackman e Rachel Weiz.

Estando terminada esta retrospectiva ao cinema de Darren Aronofsky, amanhã será divulgada a crítica completa do Ante-Cinema ao seu mais recente filme The Wrestler.

MOMENTO 1:


MOMENTO 2:


"A fita é, sem qualquer dúvida, um produto cinematográfico fabuloso, onde o requinte e o detalhe são impressionantes, cujo espectador mais atento ficará deliciado tal é o deleite visual."
Nota: 8/10
Cinema is my Life

Ante-Cinema#

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Grandes Momentos Cinematográficos - Especial Darren Aronofsky

REQUIEM FOR A DREAM (2000)

Nota Ante-Cinema: 10/10

Aquela que é, sem dúvida alguma, a melhor longa metragem de Darren Aronofsky até ao momento, é também aqui que podemos encontrar o lado mais genial e experimental do realizador. E a prova disso recai nos dois momentos do filme que o Ante-Cinema apresenta esta semana no Grandes Momentos Cinematográficos dedicado ao cinema de Aronofsky.

Antes de irmos aos dois momentos propriamente ditos, é necessário realçar que este Requiem for a Dream é genuinamente perfeito em todos os sentidos. A começar pela magnífica e inovadora realização que Aronofsky implementou no filme. E é nesse mesmo aspecto que este Grandes Momentos Cinematográficos desta semana se insere. Se a sua estética em Pi, filme aqui apresentado na semana passada, era já ela bastante inovadora e experimental, em Requiem for a Dream as coisas já funcionaram de maneira diferente. É, em todo o filme, uma realização muito sólida e fruto dum trabalho árduo juntamente com o seu director de fotografia e restante equipa de produção. Vejamos, por exemplo, a primeira cena que apresentamos em baixo (Momento 1). Aronofsky já tinha implementando esta técnica da câmera fixa, que vai acompanhado de uma maneira muito segura a personagem, em Pi, mas, desta vez, o resultado foi muito mais promissor e o resultado outro. Reparem na maneira como consegue transmitir a sensação de desprezo da personagem, uma vez que prossegue o seu estado emocional depois de uma situação muito pesada para a sua pessoa e relacionamento com o namorado, através da sua focagem num espaço algo fechado. Faz ainda com que este método de filmagem seja bastante apelativo de ver, permitindo-nos assim em observar uma técnica completamente inovadora. Já no segundo momento que apresentamos (Momento 2), onde vemos as duas personagens divididas, mas que, no entanto, encontram-se associadas à mesma cena e espaço, torna-se noutra das cenas extremamente inovadoras e funcionais. Assim sendo, o efeito de pormenor que ela nos transmite é muito mais perspicaz e faz-nos ficar completamente agarrados ao que se passa realmente entre as duas personagens.O Ante-Cinema preparou estes dois momentos mas muitos outros poderiam ter sido destacados. Se estas duas cenas em particular revelam o carácter inovador e visionário de Darren Aronofsky, outras cenas poderiam revelar, por exemplo, a magnífica interpretação de Ellen Burstyn, a personagem pelo qual o filme mais pega para criticar uma sociedade que vive sedenta e obcecada por aparecer na televisão e assim adquirir os tais "5 minutos de fama". A certa altura do filme, a personagem de Ellen Burstyn, Sara Goldfarb, diz: "I'm somebody now, Harry. Everybody likes me. Soon, millions of people will see me and they'll all like me.". Um diálogo que foi ainda mais desenvolvido, mas que nos mostra perfeitamente o lado solitário e obsessivo que a sua personagem demonstra perante um recente objectivo para a sua vida: aparecer num dos talk shows mais conceituados da televisão americana com o seu vestido vermelho já velho e que não lhe serve.

Esta espécie de crítica já vai longa, no entanto, torna-se crucial salientar mais uma vez a parceria entre Aronofsky e o compositor Clint Mansell. Esta é, a par com The Fountain (filme a ser apresentado na próxima semana), das melhores e mais intensas bandas sonoras dos últimos anos (podem ouvir parte da banda sonora no "Momento 1"). Fiquem agora com duas cenas deste magnífico filme, ficando aqui a promessa, principalmente para quem ainda não o viu, que vão gostar imenso de dar uma espreitadela. Acreditem que não estraga em nada o visionamento desta obra.

MOMENTO 1:


MOMENTO 2:


"Sendo essencialmente abordado como "um filme sobre a dependência das drogas", prefiro pensar em Requiem for a Dream como um filme com um propósito muito mais profundo: mostrar a desgraça de um sonho desfeito, de um sonho desfeito por si mesmo. "O sonho comanda a vida". Será? Ou será esse o verdadeiro caminho da perdição?"
Nota: 8.5/10
Close-Up

Ante-Cinema#

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Grandes Momentos Cinematográficos - Especial Darren Aronofsky

PI (1998)

Nota Ante-Cinema: 8/10

Seguindo a ordem cronológica de todo o trabalho realizado por Darren Aronofsky até ao momento, começamos por apresentar a sua primeira longa metragem: Pi.

Corria o ano de 1998 quando um jovem realizador começou a chamar a atenção do público. Com um registo muito pouco habitual na sua estética, Aronofsky revelou-se um visionário. Um realizador bastante inovador que não tinha medo de apresentar no seu cinema narrativas muito pouco convencionais. Foi isso mesmo que aconteceu com este Pi. Aronofsky deu-se a conhecer ao mundo do cinema, e depressa as atenções vieram ao de cima.

Max é um génio da matemática. Ele vive escondido do mundo sem praticamente nenhum contacto ou relacionamento com outras pessoas. Com constantes dores de cabeça, Max conseguiu construir um computador que lhe permitiu descobrir o número completo do Pi, fazendo assim com que ele compreendesse toda a existência da vida no planeta Terra, permitindo-lhe perceber que todos os eventos se repetiam após um determinado período de tempo.

Se Pi apresenta uma estética e uma narrativa muito estranha mas, ao mesmo tempo, envolvente, este permite-nos acima de tudo criar uma certa empatia com a personagem principal Max (interpretado por Sean Gullette). No entanto, não foi apenas um fenómeno na realização deste filme que surgiu. Com Darren Aronofsky, também o compositor Clint Mansell cresceu na Indústria, sendo um colaborador assíduo do realizador. E se esta dupla funciona tão bem, é porque Clint consegue dar aos filmes de Aronofsky todo o ambiente que é necessário implementar. Exemplo disso são as fantásticas bandas sonoras que tem criado junto de Aronofsky.

Assim sendo, são apresentados em baixo dois vídeos. O primeiro referente à cena que pretendemos destacar, onde podem notar todo o ambiente criado por Aronofsky, seja pelas fabulosas filmagens e imagens que nos oferece, seja pelo som de fundo que Clint Mansell proporciona ao espectador. Já o segundo vídeo trata-se dos créditos iniciais de Pi, outro dos grandes momentos do filme, que serve também para mostrar a excelente banda sonora de Mansell.

A CENA:


CRÉDITOS INICIAIS:


Ante-Cinema#

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

MOULIN ROUGE!
(Baz Luhrmann)

Nota Ante-Cinema: 9/10

Aquele que é, sem dúvida, o filme mais consensual e respeitado de Baz Luhrmann, é apresentado hoje no Grandes Momentos Cinematográficos.

Foi a 2001, altura em que se fechava a então chamada trilogia da "Cortina Vermelha", que Moulin Rouge! fez ver ao cinema que os musicais não estavam mortos (como muitos pensavam). Mas se não existiam dúvidas quanto ao nível de risco que este filme continha, já Baz Luhrmann nunca o pensou assim. Ao trazer para o cinema um musical bastante vivo, onde a cor tem uma predominância fulcral e o ritmo um papel acelerado e visualmente intenso, seria de esperar que estivessem na mesa todos os atributos para um grande musical. E foi isso que aconteceu. Mais uma vez, a habilidade de Luhrmann no argumento e na maneira como filma as suas expressivas e coloridas personagens, fizeram de Moulin Rouge! um marco que o cinema teria de ter muito em conta. Prova disso? Após 20 anos sem a Academia distinguir um musical, eis que surge este filme com oito nomeações aos Oscars, tendo ganho em duas categorias (Direcção Artística e Guarda Roupa). Seis nomeações para os Globos de Ouro, onde ganhou três (Melhor Filme Musical ou Comédia, Melhor Actriz num Filme Musical ou Comédia e Melhor Banda Sonora), entre muitos outros importantes prémios.

Existem várias cenas deste filme que mereciam perfeitamente o destaque. A escolhida acabou por recair na cena onde as duas personagens que vivem o amor do filme, Satine e Christian, se apaixonam pela primeira vez. O tema musical que faz parte da cena é "Your Song", reinvenção do original de Elton John. Quem ainda não viu o filme, podem começar por espreitar o excerto em baixo. É bastante patente a importância que o visual tem, levando o espectador a uma França muitas vezes de sonho mas também de tragédia. O vídeo em baixo.



"Lurhmann recria um conto de fadas adulto sobre um cenário luxurioso, momentos musicais deliciosos e interpretes de grande qualidade (um grande desempenho de Nicole Kidman). Moulin Rouge pode-se assemelhar a um circo, mas a um bom circo."
Nota: 8/10
Cinematograficamente Falando

"Ousado e corajoso, um revolucionário musical que mudaria para sempre a visão do género trazendo-o gloriosamente de novo à vida. Uma autêntica alegoria do amor desgraçado mas sem fronteiras, acompanhada energicamente pelos tons fortes, a dança glamourosa e a música arrebatadora. Kidman e McGregor, irrepreensíveis e melhores que nunca, são um só numa química tão poderosa que esquecemos que o que estamos a assistir é de facto ficção. Moulin Rouge tende a despertar opiniões muito distantes: ou se gosta muito, ou se detesta. Eu adorei."
Nota: 9/10
Close-Up

Ante-Cinema#

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

ROMEO + JULIET
(Baz Luhrmann)

Com o Grandes Momentos Cinematográficos de volta ao Ante-Cinema, inicia-se um novo ciclo para este espaço. Como foi já anunciado, a partir de agora, todos os meses será aqui destacado o trabalho de um realizador especifico. Este mês é "comandado" por Baz Luhrmann.

Sendo claramente um realizador que aposta muito no visual dos seus filmes, Luhrmann tem sempre que ter, obviamente, uma boa história por trás. E foi isso que aconteceu numa espécie de "trilogia do amor", onde Baz Luhrmann explorou não só o seu sentido estético como também narrativo. Tudo começou em 1992 com Strictly Ballroom, num registo de pouca grandeza relativamente aos seus posteriores filmes, e depois com os seus mais conceituados Romeo + Juliet e Moulin Rouge!. Adorado por muitos e odiado por outros, este célebre realizador australiano volta agora com um filme que diz muito da sua terra natal, onde mais uma vez se centra perante uma história de amor.

A cena em baixo apresentada é referente ao filme Romeo + Juliet. E esta tem uma particularidade que diz muito do seu cinema: a mensagem visual. A importância daquilo que se está passar através de imagens sugestivas é um dos seus pontos fortes. Este início, que incluí genérico inicial e uma espécie de introdução do filme, é uma das maiores aberturas que o cinema já viu. Toda uma epopeia narrativa como visual é bem evidenciada, podendo vocês próprios comprova-la, ao ver a cena em baixo.



Ante-Cinema#

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"FARGO", dos Irmãos Coen

Em género de antecipação em relação a "Burn After Reading", é apresentado aqui neste espaço desta semana um dos filmes mais conceituados dos irmãos Coen. "Fargo", que tinha sido até surgir "No Country for Old Men" o único filme dos Coen Oascarizado, ganhou extrema importância nas suas filmografias. Um caso bastante peculiar em relação a este "Fargo", foi o facto dos Coen terem afirmado que após terem dado o papel de fala barato a Steve Buscemi, sentiram-se quase que obrigados a darem-lhe no seu filme posterior ("The Big Lebowski"), um papel bem mais sossegado e que não tivesse que falar muito. Não deixa de ser engraçado porque no que toca a interpretações, "Fargo" está muito bem composto. Desde Frances McDormand (Oscar de melhor actriz principal por este filme), até Steve Buscemi, William H. Macy e Peter Stormare.
A cena em baixo evidencia muito bem o tipo de papeis que Buscemi e Stormare desempenharam. O conjunto da trama, a perseguição e o toque negro que só os Coen sabem dar aos seus filmes, fazem com que "Fargo" seja um dos seus melhores filmes das suas carreiras.



Ante-Cinema#

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"ANNIE HALL", de Woody Allen

"What's with all these awards? They're always giving out awards. Best Fascist Dictator: Adolf Hitler."
Alvy Singer (Woody Allen)

"Annie Hall" é sem dúvida um dos melhores filmes de toda a carreira de Woody Allen. Para além de conter cenas como a de baixo, o filme é um pleno retrato de uma sociedade e uma excelente visão sobre o próprio conceito do amor. "Annie Hall" é o filme mais conceituado e galardoado de Woody Allen. Tendo ganho quatro Oscars nas categorias de melhor filme, melhor realização, melhor actriz principal (Diane Keaton), e melhor argumento original, permitiu que a sua filmografia até à altura fosse condecorada. Contudo, Woody Allen é daquele tipo de realizadores que acabam por ser ligeiramente renegados pelo seu povo de origem. O seu público é maioritariamente europeu, brincando até com essa situação em "Hollywood Ending", onde a personagem que interpreta é a de um realizador que fez um filme às cegas mas que acabou, ao contrário do esperado, por obter sucesso em França.
Com uma média de filmes já impressionante, Woody Allen continua no activo e recomenda-se. O seu último grande sucesso cinematográfico foi "Match Point", deliciando tanto o público como os críticos. Esta excerto de "Annie Hall" é hilariante, porque de facto, existem sempre aquele tipo de pessoas que temos que aturar antes ou durante o filme, que nos põem logo irritados. A cena em baixo.



Ante-Cinema#

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"THE ROYAL TENENBAUMS", de Wes Anderson

Em 2001, Wes Anderson trouxe para o cinema uma comédia bastante peculiar e nada convencional, digna de permanecer como um dos melhores filmes da sua carreira. Com um leque de actores conceituados, onde alguns deles viriam a permanecer-se fieis ao realizador (são os casos de Bill Murray, Anjelica Huston e Owen Wilson), "The Royal Tenenbaums" tornou-se então num sucesso e numa referência ao género da comédia dramática.
Wes Anderson retrata neste filme uma sátira a uma família que tem tudo para ser completamente disfuncional, mas onde no fundo, todos se amam uns aos outros e que querem ser uma família como as outras. Só que aqui há de tudo. Existe uma mistura de sentimentos e paixões, que tornam todo o filme especial e ao mesmo tempo divertido de se ver. Os três filhos desta família, com o passar dos anos, foram-se desenvolvendo e criando certos paradigmas nada fáceis. Chas era era um tenista profissional e desvincula-se da carreira por causa de um grande desgosto de amor, Richie fica viúvo e torna-se depois paranóico com os seus dois filhos, e Margot não consegue escrever, apanhando-se assim num casamento infeliz. Os "chefes" da família, Royal e Etheline Tenanbaum, divergem demasiado, sendo que após anos separados, Royal tenta regressar à família simulando que está às portas da morte. Um conjunto de confusões num seio familiar, que dá assim asas a muitos confrontos e sentimentos.
A cena em baixo é um exemplo claro da essência e problemas da família, ficando assim o destaque a esta cena em especial, devido à importância que Ben Stiller tem por aqui este mês. A cena em baixo.



Ante-Cinema#

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos


Esta coisa do marketing é lixada. À oito dias atrás, passava na Sic durante a tarde "Casino Royale". O propósito era claro: puxar as audiências para cima, pois uma nova "teen" novela iria estrear nesse mesmo dia. Quando àquela hora da tarde se apanha "Casino Royale" na televisão, as peças começavam assim a juntar-se, e todo o fundamento da questão a compor-se. É com certeza um filme que puxa o público alvo que a Sic queria atingir, e assim ter o maior número de audiências possível para que todos vissem depois do telejornal, "Rebelde Way".
Posto isto, acaba-se sempre por aproveitar para rever certas cenas do filme, e relembrar alguns excelentes momentos que este proporciona. E uma das cenas é sem dúvida a que se encontra em baixo. Ela diz respeito à parte em que James Bond está a ser torturado por Le Chiffre, para que esta consiga da boca dele o código para levantar o dinheiro que ganhou no fabuloso jogo de poker antecedente a esta cena.
Martin Campbell realizou pela segunda vez um filme de 007. O primeiro foi em 1995 com "GoldenEye", o primeiro de Pierce Brosnan como Bond. Na altura foi um sucesso, voltando esta saga a renascer para o cinema depois de uma altura menos boa para o agente secreto. Depois do último filme de Brosnan como 007 em 2002, "Die Another Day", ter sido um fracasso e começar-se a aperceber que inovar era necessário, voltaram a chamar o "salvador da pátria" Martin Campbell, para uma vez mais ressuscitar 007. Assim o foi, já que "Casino Royale" foi um grande sucesso, tendo Daniel Craig conseguido calar muita gente, já que desde que se soube que iria ser ele o novo Bond, foi alvo de contínuas críticas e desconfianças por parte dos fãs. A cena em baixo é uma das melhores cenas de todo o filme, e a que conseguiu juntar tensão, comédia e ironia nas salas de cinema.

"The only question remains: will you yield, in time?"



Ante-Cinema#

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"STAR WARS: EPISODE III - REVENGE OF THE SITH", de George Lucas

Para marcar a estreia em Portugal de "Star Wars: The Clone Wars", é apresentado esta semana neste espaço, o culminar da "ópera" trágica do lado negro da força neste Episódio III. A cena em baixo apresentada, é referente ao nascimento de Darth Vader. A partir daqui assistimos a uma espécie de ópera trágica, como atrás foi referido. O lado negro da força é mais forte do que o espírito e a força dos Jedi, meio onde vivia inserido Anakin Skywalker. Depois de ter sido aliciado pelo lado negro, Anakin depois de uma violenta luta com o seu sempre mestre Obi-Wan Kenobi, acaba por se tornar no Lord Vader, aliando-se ao inimigo, e alimentando todo o ódio que o lado negro o impingiu.
Todo este filme é uma verdadeira odisseia. Depois dos anteriores dois episódios terem de certa maneira dividido os fãs, este "Revenge of the Sith", foi o culminar de toda uma saga que apaixonou um universo de pessoas, e que deu a conhecer ao cinema toda a arte envolvendo a ficção cientifica. Esta segunda trilogia, que ofereceu as origens de "Star Wars", levou técnicas cinematográficas muito mais arrojadas, onde os efeitos especiais e todo o mundo de Star Wars, tivesse ganho um outro paradigma visual e narrativo. Este Episódio III é certamente um dos melhores entre os seis filmes da saga, e um dos que arrecadou opiniões unânimes entre todos os fãs, já que praticamente todos eles adoraram o filme. A cena em baixo.



Ante-Cinema#

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"TOY STORY", de John Lasseter

No mês dedicado à Pixar e mais propriamente ao cinema de animação, o Ante-Cinema apresenta agora um pequeno segmento, daquele que é "talvez" o melhor filme feito pela Pixar em todos estes anos da sua existência (sem contar com "Wall-E" uma vez que o Ante-Cinema ainda não o viu). "Toy Story" estreou nos cinemas mundiais por alturas de 1995, e a partir daí todo o cinema de animação sofreu uma viragem completa. O primeiro filme que marcaria essa mudança até aos dias que correm seria então "Toy Story", que "apagava" assim o filme de animação tradicional que durante imensos anos triunfou perante crianças e adultos. No entanto, esta era assim a dica que o cinema de animação iria mudar e que dessa mudança poderiam surgir grandes trunfos para a história do cinema, podendo revolucionar também a forma como se contavam histórias.
O segmento em baixo apresentado diz respeito a um momento musical do filme na versão portuguesa. E a opção em pôr aqui a versão portuguesa deve-se ao facto de na minha visão, não conseguir ver "Toy Story" noutra versão a não ser a portuguesa. É um dos filmes da minha infância e a par com, por exemplo "The Lion King", são filmes que marcaram na excelente dobragem que Portugal fez desses dois filmes em especial. O vídeo em baixo.



Ante-Cinema#

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"THE INCREDIBLES", de Brad Bird

No seguimento do especial do mês de Agosto aqui no Ante-Cinema, em relação à estreia de "Wall-E" em Portugal e ao universo cinematográfico da Pixar Studios, temos no primeiro "Grandes Momentos Cinematográficos" deste mês o filme "The Incredibles". Tendo ganho o Oscar de melhor filme de animação, este é sem dúvida um dos outros grandes êxitos da Disney/Pixar.
Quando uma família de super heróis tenta forçosamente levar uma vida normal, longe dos grandes feitos em salvar pessoas e prédios que abundantemente possam ser destruídos, é bem provável que as coisas dêem mesmo para o torto. Acima de tudo, este filme realça o poder maternal e as constantes adequações que as famílias terão que ter perante uma sociedade. Longe do criticismo das pessoas, esta família de Incredibles tenta ao máximo adequar-se a uma vida normal, ao contrário deles mesmos que não são sem dúvida inseridas nessas pessoas e sociedade normais. Contudo, uma grande ameaça acaba por surgir, e eles a terem que voltar ao seu algo distante mas amado passado.
Este segmento abaixo apresentado, realça pelo menos dois grandes momentos que o filme nos presenteou. São eles por exemplo: a cena de Mr.Incredible ter um carro completamente inferior ao seu físico e força, o que leva à sua perda de paciência. A outra, sem dúvida a melhor cena do filme, o fabuloso jantar que a família está a ter e que leva depois a um conjunto de desentendimentos e que praticamente todos tenham que usar os seus magníficos poderes.



Ante-Cinema#

terça-feira, 15 de julho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"THE GODFATHER", de Francis Ford Coppola (1972)

"Bonasera. Bonasera. What have I ever done to make you to treat me so disrespectfully?"

Esta semana no "Grandes Momentos Cinematográficos", nada mais nada menos, como a cena inicial do primeiro filme da trilogia "The Godfather". É de facto, um grande momento de cinema esta breve introdução ao filme e personagem de Don Corleone, brilhantemente interpretado por Marlon Brando. A cena triunfa principalmente no diálogo entre as personagens. Bonasera pede justiça a Corleone, mas este apenas deseja respeito, realçando a questão da própria amizade. Até ao momento em que vemos pela primeira vez Don Corleone, somos invadidos viciosamente por um discurso desesperado de Bonasera. A partir do momento em que Brando entra explicitamente em cena, somos invadidos não só por um magnifico discurso, bem como necessitamos estar atentos a todos os gesto que o Padrinho faz perante a situação. É, sem dúvida, uma grande caracterização da personagem, e por fim, um filme que vale todo o seu lugar no universo dos melhores filmes de sempre, já que é do início ao fim uma grande obra prima do cinema.



Cinematograficamente Falando - 10/10 -
"Uma das sete maravilhas do cinema mundial, nunca a máfia foi tão bem transposta ao cinema do que nesta visão de Francis Ford Coppola."

Ante-Cinema#

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"THE NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS", de Henry Selick e "Tim Burton" (1993)

"Mmmmm... an interesting reaction! But what does it mean?"

Tim Burton entre parênteses porquê? Porque ao contrário do que muitos pensam, esta obra prima do cinema de animação, teve na realização um nome bem diferente, e que muitas vezes acaba por passar despercebido quando se fala neste filme. O seu nome é Henry Selick, e desenvolveu perante "The Nightmare Before Christmas", uma realização perfeitamente eficaz, e que define muito bem todo aquele universo criado por Tim Burton. Contudo, este filme foi todo ele idealizado por Burton claro está, já que foi ele que escreveu e produziu esta película. Este é um "mundo" que define perfeitamente a carreira de Burton, e que de certa forma, muitos consideram como sendo o filme base de toda a sua filmografia. Ele tem uma carreira recheada de grandes êxitos, e deu a conhecer ao cinema um mundo intitulado como o dele. Um mundo negro e sem cor, mas ao mesmo tempo, repleto de magia, encanto e esperança.
A cena que aqui é apresentada neste espaço sobre este filme, é uma das cenas que deu a conhecer um cenário todo ele envolvente, e que representa uma das maiores marcas mitológicas de "The Nightmare Before Christmas". A cena é acompanhada pela maravilhosa música que nos embala a inserirmo-nos nos sentimentos de Jack, e pelo já falado cenário envolvente da cena, que transmite toda a magia e beldade, que só o mundo de Tim Burton consegue transmitir.

CENA:


Cinematograficamente Falando - 9/10
- "Uma animação soberba com a marca de Tim Burton, obra de culto de animação."

Ante-Cinema#

terça-feira, 1 de julho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos


"BLADE RUNNER"
, de Ridley Scott (1982)

Nota Ante-Cinema: 9/10

"I've seen things you people wouldn't believe.
Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate.
All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die."


Esta cena de "Blade Runner", que aqui é apresentada no habitual espaço do "Grandes Momentos Cinematográficos", é de uma magia tal, que faz com que esta seja uma das cenas mais belas, e que intensifique toda uma relação existente entre a personagem "chefe" dos "replicants", com a própria essência humana. Ao ver-mos esta cena, apercebemos-nos perfeitamente da sua genialidade. Para além de ser um "robot", que admite e mostra sentimentos, todo o diálogo que a cena nos oferece, é de ficar connosco por longos e longos anos. Mas não apenas isto, como é também uma das grandes marcas do filme, utilizando a belíssima banda sonora e todo cenário envolvente, para que Ridley Scott crie uma das cenas mais bem conseguidas de toda a película.

Este filme resulta essencialmente no seu todo. A começar pela magnifica banda sonora criada por Vangelis, acabando em todo o ambiente do filme, que sustenta uma história tão bem apresentada, e que torna "Blade Runner" aquilo que ele deve ser considerado: um clássico do cinema.



Cinema is my life (9/10) -"Blade Runner é muito mais do que um simples filme. É uma dura crítica à sociedade e todas as suas componentes bem como é uma análise ao sentido e fragilidade da vida humana. Quando as imagens e palavras se equivalem, temos sequencias tao belas como esta presente no video. Simplesmente obrigatorio"

Cinematograficamente Falando (10/10) - Um dos melhores filmes de Scott, se não o melhor. Uma obra-prima ao som da orquestração de Vangelis!"

Ante-Cinema#

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos


"KILL BILL VOL. 2"
, de Quentin Tarantino

Nota Ante-Cinema: 10/10

Uma das cenas mais emblemáticas do segundo filme de "Kill Bill". Antes de mais, porque é referente ao encontro final entre a Noiva e Bill. Depois, não dá para falar muito mais porque aí estragava o filme a quem não viu. No entanto, esta é sem dúvida uma das muitas cenas que fazem com que os dois "Kill Bill", sejam encarados como uma das melhores obras de Tarantino enquanto realizador (a par com Pulp Fiction). Mas esta cena, tem muito mais do que um simples duelo entre as duas personagens. Abrange uma força tal, que esta só é possivel graças à enormidade que as duas personagens têm sobre todo o filme. É sem dúvida imperdivel, e esta uma cena que ilustra todo um filme soberbo e genialmente bem filmado.

# ATENÇÃO: ESTA CENA CONTÉM SPOILER. QUEM NÃO VIU O FILME, QUE NÃO VEJA ESTA CENA. #



"Referências bem servidas, um sentido de espectáculo não guloso, calmo e puramente cinematográfico e a arte de filmar que Tarantino já nos habituou, fazem desta obra protagonizada por Uma Thurman numa experiência cinematográfica de todo o tamanho. David Carrandine está fantástico!"
- Cinematograficamente Falando - 9/10

Ante-Cinema#

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos


"PERFUME: THE STORY OF A MURDERER"
, de Tom Tykwer (2006)

Nota Ante-Cinema: 9/10

Esta é uma das cenas mais imperiais e bem feitas do filme. A cena evoca a parte onde Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) vai ser condenado pelos crimes cometidos de assassinato a várias mulheres. O que ele queria era encontrar o aroma perfeito, e por isso a razão de tantas mortes. No dia da sua condenação o seu resultado parece ter dado certo, quando ele é colocado no meio daquela multidão que estava ali para ver a sua a tão desejada morte. O aroma que ele criou tornou-se num fenómeno, afectando todas aquelas pessoas inexplicavelmente. A cena é acompanhada pela fabulosa banda sonora de Tom Tykwer, Johnny Klimek e Reinhold Heil. Isto para não falar da magnifica realização que ao longo do filme Tykwer nos proporciona. É um grande filme, repleto de boas interpretações, nomeadamente Ben Whishaw que tem um futuro promissor pela frente.

"Fogoso, mas nem isso eficiente, a narrativa é desequilibrada e as verdadeiras intenções do livro são substituídas por um espectáculo de cores de forma embelezada. Um mero aspirante a blockbuster"
5/10



Ante-Cinema#

terça-feira, 10 de junho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"FUNNY GAMES", de Michael Haneke (1997)

Nota Ante-Cinema: 9/10

Esta semana o "Grandes Momentos Cinematográficos" vem com um dia de atraso, mas nem por isso deixa de obter menos importância. Esta semana apresentamos "Funny Games" (não... não é o remake americano). Este filme é um marco do cinema dos anos 90, pela sua inovação narrativa e interpretativa que obteve no ano de 97. A prova da sua qualidade e da maneira como a partir dele pode surgir ainda mais dinheiro, é o facto de os americanos terem decidido adaptar a obra para o seu cinema, e melhor ainda, com o mesmo realizador do original. Ao que parece, pelo trailer divulgado e algumas fotos, este novo filme vai ser provavelmente uma cópia chapada.
Falando da cena em si, esta envolve já a pós entrada de dois rapazes com o fim de atormentar uma família, na própria casa. Reparem no sarcasmo da cena e no jogo puramente malvado que um dos rapazes faz à mulher da família. A certa altura, o seu olhar para a câmera diz tudo... É o "Funny Games".



Ante-Cinema#

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"CRASH - COLISÃO", de Paul Haggis

Nota Ante-Cinema: 10/10


"It's the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In L.A., nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something."



O filme sensação do ano de 2004 está em destaque esta semana no "Grandes Momentos Cinematográficos" do Ante-Cinema. O filme chama-se "Crash" e é bastante correcto dizer, que no seu conjunto muitas cenas poderiam ser destacadas neste espaço. Contudo a cena escolhida acabou por recair na belíssima história e diálogo entre um pai e filha.
A filha pequena de Daniel (Michael Peña), está bastante conturbada perante a violência que acontecia perto da sua anterior casa, onde uma bala acabou mesmo por acertar na janela do seu antigo quarto. Eles mudam para uma zona diferente, para uma casa nova, e quando Daniel chega a casa depois de grande controvérsia com outra personagem do filme, ele encontra a filha debaixo da cama com medo das balas.
É uma cena tocante, com uma carga emotiva e afectiva em grande escala. As culpas para este maravilhoso argumento e grande filme, que arrebatou o Oscar de Melhor Filme em 2004, vão para Paul Haggis. Para quem ainda não viu o filme, vejam esta cena para aguçarem o apetite. Um filme a não perder.

"Perde em comparação com Magnolia, o filme de Paul Thomas Anderson que inovou neste estilo narrativo, mas trata-se de um exercício de puro talento na cinematografia norte-americana recente."



Ante-Cinema#

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Grandes Momentos Cinematográficos

"DECONSTRUCTING HARRY", de Woody Allen (1997)

Nota Ante-Cinema: 8/10

Esta semana apresentamos uma mítica cena do filme "Deconstructing Harry", realizado por Woody Allen. A parte em questão que destacamos aqui, é quando Harry Block (Woody Allen) está a ter uma conversa não muito apropriada ao local em questão (um infantário), com o seu filho. A conversa sobre sexo, e depois de que as mulheres são como Deus mas tentar explicar isto para o ouvido do seu filho, é o que torna a cena mais divertida.
O toque de Woody Allen é por demais evidente, sendo "Deconstructing Harry" um grande filme dentro da vasta e formidável filmografia de Allen.

- "When l was your age, you know what kids used to do?
They used to name their penises.

- l'm going to name mine Dillinger."

A CENA:


Ante-Cinema#