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quinta-feira, 5 de março de 2009

Mandylord of the Movies: Ainda sobre os Óscares...

Que tal esses Óscares? Aposto que os corajosos que viram a cerimónia estiveram até às tantas, sozinhos em casa, a ver tudo numa caixa minúscula. Pois eu, Costas Mandylor, estrela internacional do cinema, figura maior do franchise SAW, estive rodeado pelas mulheres mais bonitas, a comida mais saborosa, as bebidas mais sofisticadas e... as cadeiras mais reclináveis. Isso. Adivinharam. Estive na Gala dos Óscares do Centro Comercial Parque Nascente em Gondomar.

O que achei do evento? Primeira observação: Hugh Jackman bem podia apresentar os Óscares até ao fim da sua carreira que se sairia melhor do que qualquer filme que tenha feito. Ele canta, ele dança, faz tudo ao mesmo tempo e ainda lança umas piadas. Dêem uma estatueta ao homem. Ele fez aquilo tudo em directo e não vacilou. Os meus parabéns à Academia e ao coreógrafo de serviço Baz Luhrmann, por terem devolvido a classe que há muito parecia estar ausente da cerimónia. Os Óscares são a grande gala de Hollywood e o novo formato conseguiu capturar essa ideia. Contudo, os intervalos de cinco em cinco minutos continuam a deixar-me possesso, mas não sei se a culpa é da organização ou do canal que transmite. Acho que é essa a principal causa da sua gradual quebra de audiências. Uns três intervalos bastavam. O tempo que se poupava só favorecia todos.Passando á frente. Começo a pensar que cada aparição de Ben Stiller nos Óscares é um evento por si só. Mais uma vez, a sua presença a ridicularizar o actualmente muito estranho Joaquin Phoenix, foi o momento da noite. O sketch de Seth Rogen e James Franco também foi memorável.

Por último, no que toca à organização, gostei desta nova forma de apresentar as categorias de representação e da homenagem às personalidades que o cinema perdeu durante o ano, acompanhadas por uma canção de Queen Latifah. Acho que ambas correram bem.

Passando aos prémios em questão. Em geral não houve muitas surpresas. O exagero de cerimónias de prémios que existem está a estragar os Óscares. Os mil círculos de críticos, as várias guildas e por aí em diante, tiram a imprevisibilidade à cerimónia. Alguma coisa tem que ser feita ou é a "grande celebração do cinema" que sofre.

Slumdog Millionaire é o filme do ano. Não dá hipótese por isso nem vale a pena discutir. David Fincher, pelo virtuosismo técnico do seu filme, tinha algumas hipóteses de ganhar a Melhor Realização mas Danny Boyle apaixonou todos com o seu filme.
Passando de lado as categorias técnicas, justamente atribuídas, a primeira desilusão foi com os argumentos. Mais uma vez, nada a dizer com Slumdog Millionaire como Melhor Argumento Adaptado mas, causa-me confusão que Milk, um filme baseado em factos verídicos, seja premiado pela originalidade do seu argumento.

Quando se chegou à categoria de Melhor Actor Principal, algo me dizia que Sean Penn ia ganhar. Tanto a sua interpretação como a de Mickey Rourke são excelentes mas este último era favorito por ainda não ter ganho a estatueta e ter a aura de retornado. Contudo, sabendo que sempre, e eu digo sempre, existe uma surpresa nas categorias de interpretação e tendo os favoritíssimos Heath Ledger (iupi!), Penélope Cruz e Kate Winslet levado para casa o troféu nas suas respectivas categorias, estava certo que era Rourke quem ia perder. Não posso dizer que é muito injusto. Sean Penn é Sean Penn. Mas teria sido agradável que o "wrestler", após uma longa travessia no deserto, tivesse ganho. Pode ser que o facto de não ter ganho motive Rourke a fortalecer a sua carreira.

Para acabar, não estava à espera que o Departures ganhasse para Melhor Filme de Língua Não Inglesa. O filme era-me totalmente desconhecido mas a Academia sempre gosta de escolher filmes originais para a categoria, isto é, que não tenham vencido nos grandes festivais europeus.

E esta foi a minha revisão dos Óscares. Como tenho muito tempo livre, passei a segunda-feira toda a dormir e só me levantei da cama no dia seguinte. É que ao contrário dos comuns, gente importante tem que se manter bela....

Ante-Cinema#

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mandylord of the Movies: Retrospectiva aos Oscars 2009 e os seus "roubos"

Estamos quase lá! O tão esperado dia 22, em que vão ser distinguidos os expoentes máximos da sétima arte referentes ao ano de 2008. Por aqui, o Costas pode dizer que já viu praticamente todo o material nomeado, e desde já apontar alguns dedos a esses senhores que ditam a sentença a uns, e levam outros a estado de graça.

Vejamos os nomeados para Melhor Filme. Obviamente a batalha esperada será entre o britânico Slumdog Millionaire e o americano The Curious Case of Benjamin Button. Mas e os restantes nomeados? Parece que este ano a Academia decidiu excluir adversários de peso, de forma a minimizar a concorrência nas categorias.

Vou ser muito claro. Que é feito de Revolutionary Road? Não tem nomeação para Melhor Filme, nem para Melhor Actor, Actriz e Realizador. A meu ver, este filme merecia muito mais por parte da Academia. É uma obra brilhante do realizador Sam Mendes e conta com interpretações de louvar. São os casos de Kate Winslet e do cada vez mais "enguiçado" Leonardo DiCaprio.

A Academia prefere Milk e a intocável interpretação de Sean Penn. Por cá, o Costas prefere a interpretação de Mickey Rourke no inesquecível The Wrestler, sendo também importante acrescentar que uma possível nomeação para Melhor Filme, Melhor Realizador para Darren Aranofsky, e Melhor Actriz Secundária para Evan Rachel Wood, não calhava nada mal.

Mas a Academia foi por outros caminhos: decidiu fazer um atalho e nomear uma carrada de actores pelo filme Doubt. Como aos quatro de cada vez devia ser mais barato, temos quatro nomeações nas categorias de actores para este filme, e verdade seja dita, são merecidos na sua maioria. Mas por favor, porque é que a Academia tem uma tara tão grande por interpretações de 10 minutos? Uma coisa é não ter havido mais ninguém, e pronto, lá se tem que nomear a Viola Davis para Melhor Actriz Secundária. Mas com Evan Rachel Wood a ficar de fora? Talvez gostos, talvez injustiça.

Mas enfim, gostos são gostos, ou talvez este ano parece-me que houveram mais uns daqueles roubos a que carinhosamente já chamo de "roubos à Scorsese" ou à "Peter O’Toole". Vá-se lá saber porque é que Leonardo DiCaprio não quer pôr os pés no Kodak Theatre este ano.

Para acabar com os roubos, porque daqui a nada sinto-me tentado a pedir justificações à Academia por ainda não ter ganho um Oscar pelas minhas interpretações no Saw, essencialmente para mim, o maior roubo deste ano é o filme Milk. Eu sei, eu sei. Neste momento muitos de vocês devem estar a atirar coisas aos vossos monitores e a cuspirem na minha querida foto. Mas, sinceramente, na minha modesta opinião, Milk não era nomeado a Melhor Filme nem a Melhor Realizador. Nas principais categorias, o que é realmente de louvar é a interpretação de Sean Penn, que essa sim, é verdadeiramente merecida.

Mas amigos, não atirem o Costas abaixo da sua querida cadeira reclinável, porque, apesar de tudo, Milk foi um filme devidamente apreciado por mim. Apenas penso que é mais um daqueles milhões de casos de "overating". Contudo, merece o meu segundo visionamento, para uma possível nova reflexão. Até lá, este é o meu veredicto.

Que ganhem os melhores.

P.S.: “I have a dream”, e nesse sonho, The Dark Knight ganha o Oscar de Melhor Filme.

Costas Mandylor,
Ante-Cinema#

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mandylord of the Movies - Para ver ou rever: This Is Spinal Tap (1984)

Resolvi aderir a esta nova febre dos jogos simuladores de guitarras eléctricas. Não que esteja muito disposto a gastar dinheiro no Guitar Hero e nas suas "violas" de plástico (contra os concelhos da facção mais consumista da minha personalidade), mas com o gratuito Frets on Fire no meu PC, contento-me perfeitamente a rockar com o meu teclado wireless na minha bela cadeira reclinável. Consegui neste passado fim-de-semana instalar uma expansão (o Rock Band 2) que permite as mesmas funcionalidades do GH e deste modo consigo tocar todas as músicas que desejar. Ora, no meio de vários packs de músicas que arranjei, veio uma pequena pérola chamada "Tonight I’m Gonna Rock You Tonight" dos Spinal Tap, a semi-fictícia banda de heavy metal criada por Rob Reiner para o seu mockumentary This Is Spinal Tap.
Deste modo, resolvi ver um filme de culto que há muito desejava. Para quem não está a par, Reiner e os actores Michael McKean, Christopher Guest e Harry Shearer (os membros da banda) conceberam este filme como uma comédia/documentário sobre uma banda de rock n' roll inglesa em decadência. O efeito "documentário" foi levado tão a sério que algumas pessoas, ao verem o filme, pensaram que este era mesmo real e a banda existia verdadeiramente. Isto levou a subsequentes reuniões, concertos e discos por parte do grupo.

O filme relata documentalmente uma digressão nos EUA da mítica banda das terras de "Sua Majestade" após vários anos de ausência para celebrar o lançamento do seu novo álbum "Smell The Glove" nesse país. Marty DiBergi (Reiner) é o realizador que documenta o evento, e ao longo de hora e meia vemos todos os conflitos que atravessam a banda, desde divergências criativas a falhas técnicas nos concertos.

Tenho de confessar que este género de comédia documental, que não é propriamente ao gosto de todos, é uma das minhas preferidas. Eu prefiro um humor mais realista do que comédias com situações espalhafatosas. Conseguir isso não é nada fácil e há poucos que o fizeram com sucesso. O grupo de Judd Apatow, fazendo filmes bem diferentes deste, teve a proeza de devolver algum realismo e alma às comédias. Contudo, há sempre situações onde há desvios nas suas rotas que acabam sempre por me estragar a experiência dos seus filmes. Por exemplo, odiei a sequência no Superbad em que o rapaz explica a sua necessidade traumática quando era miúdo em desenhar pénis em tudo quanto era sitio. Achei que era exagerado e sem piada.Não se enganem, aqui também há piadas sexuais e misóginas. Elas são, no entanto, transmitidas por um ignorante trio de rockstars, afogados em drogas e sexo, que estão perfeitamente há nora do quão simplistas e sexistas são as suas músicas e porque razão a sua digressão nos EUA é um fiasco. É isto que funciona em Spinal Tap. Nada chega ao ridículo pois o filme é uma verdadeira homenagem às bandas do género. A capacidade de nos fazer acreditar que todas as peripécias que acontecem à banda podiam realmente acontecer e, mesmo assim, terem piada, é o verdadeiro triunfo do filme. Com isto, o filme torna-se numa espécie de documentário em geral sobre as bandas do género. Não há melhor testamento disso do que as palavras de Eddie Van Halen sobre o filme: "Everything in that movie had happened to me".

Mas o resultado final não funcionaria se os protagonistas não resultassem. David St. Hubbins (McKean), Nigel "Tuffy" Tufnel (Guest) e Derek Smalls (Shearer) conseguiram transcender o próprio filme e tornaram-se figuras míticas do entretenimento. Hubbins e Tufnel são os "génios" da banda, os amigos de infância inseparáveis, que são, ao mesmo tempo a alma do grupo e do filme. O desgaste no seu relacionamento devido à aparição e intromissão nos assuntos da banda por parte da namorada de Hubbins é consequente com o crescente insucesso da digressão. Tufnel, inconsequentemente de ser burro que nem uma porta, acaba por ser aquele com quem mais afinidade sentimos pelo seu desejo de se ver livre da namorada de Hubbins e devolver harmonia à banda. Hubbins conquista-nos com a sua ingenuidade e incapacidade de perceber o conflito que está a causar à banda. Smells, como o mediador entre as outras duas mentes criativas, é o Cristo da maioria das situações que acontecem à banda.

Os três actores americanos merecem todos os elogios pelo sucesso em criar as suas extremamente britânicas personagens e Reiner por ter conseguido dar voz a todas as bandas de Rock n’ Roll do mundo.

Agora, de volta ao Rockband!

Nota Mandylor:
8/10


O Melhor: O filme consegue ser um espelho cómico sobre todas as bandas de Rock n’ Roll.

O Pior: O seu humor subtil não agradará a todos. Mas isso é a sina de todas as comédias.



Costas Mandylor
Ante-Cinema#

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mandylord of the Movies: Sessão Tripla

Na passada quinta-feira do dia 22, dia de estreias, cometi uma daquelas loucuras memoráveis. Decidi fazer uma coisa que já não fazia há algum tempo: as chamadas sessões triplas!

Com a qualidade dos filmes a aumentar consideravelmente por terras D’el Oscar, e depois de saírem os nomeados, aqui o Costas não hesitou em desembolsar 12€ para ver os três filmes que estrearam nesse dia, que vinham com o cunho de nomeação para várias categorias da próxima edição dos prémios da Academia.

MENU DO DIA


Entrada: Frost\Nixon

Expectativa: Esperava com toda a certeza que fosse mais um daqueles thrillers políticos que, na maioria das vezes, deixam as pessoas completamente à nora, não só pelo desconhecimento que temos por alguns acontecimentos políticos dos Estados Unidos, mas também por não ser propriamente um fã dos filmes realizados por Ron Howard.

Veredicto: Para minha surpresa, este foi dos melhores filmes políticos de que tenho memória, e também dos mais inquietantes, intrigantes, e interessantes que vi nos últimos tempos. Frost\Nixon tem uma realização bastante competente de Ron Howard, apesar de não apoiar a sua nomeação, uma vez que Clint Eastwood ficou de fora. O elenco é muito bom, principalmente no que toca ao actor Frank Langella. O veterano desempenha um papel inesquecível como Richard Nixon e abre portas a uma luta pelo Oscar de Melhor Actor Principal, que penso ser uma das categorias mais renhidas desde a de Melhor Actor Secundário da edição de 2000.

Nota Mandylor: 8\10


Prato Principal: Vicky Cristina Barcelona

Expectativa: Sinceramente, esperava um filme ao bom estilo de Woody Allen. Não esperava de todo um filme polémico, como se andou por aí a publicitar, até porque Allen só se deixa ser polémico até certo ponto. Seguramente um filme cheio de diálogos saídos da criatividade mágica do realizador, a que se junta um elenco luxuoso. Javier, Penélope, Scarlett, e a interessante Rebecca Hall.

Veredicto: De acordo com as expectativas, Vicky Cristina Barcelona, é um filme leve, divertido, e completamente normal no que toca aos padrões polémicos. Javier Bardem muito bem, Scarlett Johansson regular, e Penélope notável. A actriz madrilena, quando entra em cena, transforma completamente o ritmo do filme, levando o espectador mais carrancudo à gargalhada. A interessante Rebecca Hall, até porque também entra em Frost\Nixon, é uma actriz a observar em projectos futuros. Woody irrepreensível, vai fazendo o seu joguinho entre o filme mais dramático (Match Point, Cassandra’s Dream), e a comédia leve (Scoop, Vicky Cristina Barcelona). Longe do seu cinema mais memorável com este Vicky Cristina Barcelona, Allen vai equilibrando bem a equação, gerindo a sua carreira de forma a poder fazer pelo menos um filme por ano.

Nota Mandylor: 7\10


Sobremesa: Defiance

Expectativa: Esperava um filme no mínimo ao bom estilo de Edward Zwick. Cenários gloriosos, uma grande direcção de fotografia, e uma banda sonora espectacular. Com Daniel Craig no principal papel, o seu talento e capacidade poderia ser aqui confirmado. Contudo, as suspeitas de que este filme não seria um grande triunfo, eram mais fortes que a vontade em acreditar o contrário. Ver para crer.

Veredicto: Suspeitei, vi, confirmei. Defiance é, pura e simplesmente, fraco. Para além de fraco, foi preciso um sacrifico estar sentado durante 2.30h a ver um filme com elementos cinematográficos e narrativos tão batidos. Isso misturado com a interpretação de Daniel Craig e Liev Schreiber, dá um resultado mesmo mau. Confirma-se aqui que Daniel tem talento para Bond, mas no que toca a segurar um filme como actor principal, em que ainda por cima tem o terrível Liev Schreiber a fazer dupla com ele… Já perceberam certo? Para não falar de todos os personagens do filme, que roçam o super-cliché. A única coisinha que ainda se safa é a banda sonora de James Newton Howard, que está nomeada para o Oscar de Melhor Banda Sonora, e uma ou duas cenas do Jamie Bell, uma vez que nem a fotografia do português Eduardo Serra está boa. Edward Zwick está irreconhecível e deixou-me com sérias dúvidas de que está mentalmente bem. Um realizador com o seu currículo, ainda por cima com um filme como Blood Diamond feito apenas há dois anos, não me parece nada normal. Vamos rezar pelas suas melhoras. Defiance é um filme para pessoas que sofram de insónias, ou para fãs do Saw que estejam fartos da sua previsibilidade. Uma terrível sobremesa, propícia a indigestões. Cuidado com isso.

Nota Mandylor: 5\10 (para ser simpático)

Costas Mandylor
Ante-Cinema#

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mandylord of the Movies - Para rever: Heat (1995)

No Natal recebi uma edição especial de dois DVD’s do Heat, o mítico drama criminal que pôs frente-a-frente Al Pacino e Robert De Niro. Cá para mim, foi a prenda perfeita para juntar à minha edição especial de dois DVD’s do Colateral, outra obra-prima de Michael Mann (se bem que emprestei os danados à minha prima e nunca mais soube deles).

Tive a oportunidade de o ver recentemente e, estreando a minha nova cadeira reclinável, despachei o filme e respectivos extras em dois dias.

Ponto de situação, Michael Mann é o meu realizador de filmes de acção preferido. Ele já se expandiu para outros géneros, mas é na acção que é rei. Eu, ao contrário de muitos, até gostei da sua adaptação ao cinema de Miami Vice (mesmo com o cabelo do Colin Farrell e aquela cambalhota do Jamie Foxx no chão antes de disparar a sua arma contra um traficante de droga). Aliás, eu considero que, se os produtores de 24 forem avante com uma aventura de Jack Bauer no cinema, Mann é o homem certo para realizar o filme (rezem comigo!).
Passando a Heat, ainda é melhor do que me lembrava, e a minha memória do filme era excelente. Ainda é bastante actual, excepto o cabelo de Val Kilmer (sim, eu sei, tenho uma tara por cabelos. Por acaso, ainda há pouco tempo falei do Van Damme. O cabelo dele em Hard Target é qualquer coisa!), o que torna o filme, vindo da desilusão que foi Righteous Kill, merecedor de uma revisão obrigatória.

Como evento cinematográfico, o primeiro encontro entre Pacino e De Niro fica para a história. Os dois estão no seu melhor mas o filme resulta independentemente deles. O que torna Heat num grande filme é a sua ambição épica e o que resulta da mesma. É ao mesmo tempo um retrato de uma Los Angeles obscura e desconhecida, fora dos locais turísticos, e a uma complexa epopeia sobre o crime.

A história centra-se numa equipa de assaltantes, liderada por De Niro e a sua perseguição pelas forças da lei, lideradas por Pacino. Todas as personagens são importantes e desenvolvidas ao pormenor. Dennis Haysbert, por exemplo, condutor no assalto final, passa o filme inteiro envolvido na sua história particular como um ex-presidiário em busca de redenção para a sua contribuição para a história principal ser mínima. Não se trata de desperdício de celulóide. Mann pretende que o espectador conheça a fundo todos os intervenientes do filme para que, deste modo, sinta simpatia pelos mesmos, sejam eles ladrões ou policias.

A verdade é que, em Heat, os agentes da lei não estão desprovidos de inocência. Obcecados por encontrar os criminosos, obtêm informação através de favores ilegais a outros criminosos. Por outro lado, o grupo de De Niro é constituído por homens com códigos de honra, que só roubam ao Estado, se apaixonam ou são chefes de família com filhos.O que mais impressiona é que, confrontados com as forças da lei, os assaltantes não hesitarão em disparar à força e matar quem puderem para escapar e voltar para as suas famílias. Eles sabem os riscos, mas também sabem que o que fazem é a única coisa em que são bons. A equipa de Pacino, respeitando a perícia dos assaltantes, também tem a consciência de que provavelmente terão de sujar as mãos para parar os criminosos. Disto resulta um confronto explosivo entre os dois lados com consequências letais. À parte deste confronto, cada grupo têm os seus problemas particulares que influenciam a conclusão do mesmo.

Com tão ambicioso projecto, só mesmo um elenco de luxo (Val Kilmer, Jon Voight, Tom Sizemore, Diane Venora, Ashley Judd, Wes Studi, Ted Levine, Dennis Haysbert, William Fichtner e uma jovem Natalie Portman) podia suportar o filme e, tendo os dois protagonistas poucas cenas em conjunto, parece que vemos dois filmes em um que se juntam numa espectacular cena final no aeroporto, pontuada por uma grande música de Moby (que poderão ouvir no trailer).

Já agora, se ainda não ficarem convencidos, devo lembrar que o grande Jeremy Piven aparece no filme. De bigode. A não perder.

Nota Mandylor:
10/10

O Melhor: O primeiro encontro entre Pacino e De Niro a meio do filme.

O Pior: Os dois só se reencontrarem na sequência final (não que isso limite a qualidade do filme).


TRAILER:


O "MOMENTO":


Costas Mandylor
Ante-Cinema#

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mandylord of the Movies: Van Damme Revisitado

Vi o filme JCVD, protagonizado pelo veterano e estrela de filmes de acção, Jean-Claude Van Damme. O que dizer sobre este actor na casa dos 50 anos de idade, e com mais de 20 anos de trabalho no cinema? Nada?

Meus caros, nenhum de nós poderia estar mais errado. Jean-Claude Van Damme não é um possível candidato ao Oscar, nem mesmo um actor que alguma vez nos tenha deslumbrado com uma das suas representações. Mas o que faz de um actor material para prémios? Obviamente dois ou três papeis num filme sério, que viva de alguma forma da capacidade que o actor tem de tornar esse filme ainda melhor. A curiosidade desta teoria é que realmente resulta.

Na noite anterior estive a ver um documentário sobre o actor Kevin Spacey, e graças ao filme The Usual Suspects e a uma brilhante interpretação, Kevin lançou-se para as feras de Hollywood em busca de fama e glória, e lá o conseguiu. A verdade é que ganhou o Oscar de melhor actor secundário por esse filme, e ninguém o conhecia dos seus trabalhos anteriores. Kevin passou a estado de graça, e apenas quatro anos mais tarde ganhou o seu segundo Oscar pelo filme American Beauty.
Amigos, não se exaltem ainda. Não estou de todo a comparar o Van Damme, ao Kevin Spacey. O que estou a dizer é que a ideia que temos de Van Damme, é completamente alterada pela percepção do que este actor fez, e tem vindo a fazer cada vez mais, e refira-se, cada vez pior. Os seus filmes resultavam na década de 80, e até meio da década de 90. Obviamente com o mercado dos filmes de acção que existia naquela altura, actores como o próprio Van Damme, Chuck Norris, Steven Seagal, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Dolph Lundgren, Michael Dudikoff, etc., representavam o herói invencível, que apesar de já existir, é reinventado, e é-lhe adicionada violência explicita e sem limites. Esses actores eram reis e senhores, e preferências de um género, que ainda levava alguns dos seus filmes para as salas de cinema. Porquê? Produtores com olho para o gosto do público, realizadores de alguma consistência, e bom dinheiro investido nos filmes. A maioria desses actores deu o salto para outro tipo de filmes, mas outros foram-se deixando ficar, e à medida que os filmes pioravam, a reputação dos actores piorava. Esse especifico cinema de acção morreu a nível de bilheteiras, e os filmes passaram a sair na sua grande maioria directamente para o circuito de aluguer.

Onde ficou Van Damme no meio de tudo isto? Pior que nunca, e a sua hipótese de dar o salto para algo de qualidade, perdeu-se com os seus filmes. As tentativas foram várias, por exemplo ao realizar o filme The Quest, com o ex-007, Roger Moore, ou ainda papéis em filmes que explorassem personagens mais humanos, como Legionnaire, Replicant, ou In Hell. O que aconteceu foi que Van Damme ficou demasiado magnetizado à personagem que se criou sobre ele, da mesma maneira que acontece com muitos actores que interpretam personagens "bigger than life", como James Bond, Batman, Superman, Spider-Man, Rocky, Rambo, e por aí fora.

O que há nos dias de hoje para Van Damme? Há JCVD. Quem não se lembra dos filmes que Van Damme fez? Quem não se lembra do quanto gostávamos de saber lutar como ele nos seus filmes, ou dar o seu famoso pontapé no ar, ou até fazer aquela espargata praticamente impossível? Neste filme encontramos precisamente um Van Damme interpretando-se a ele próprio, que tenta fugir às personagens que tem vindo a interpretar ao longo da sua carreira, que o têm vindo a assombrar, e a prejudicar de alguma forma a sua vida social.A verdade é que apesar de este não ser um grande filme, é uma interessantíssima e original reflexão interior, como se de uma autobiografia se tratasse, que vem trazer uma brisa fresca tanto no cinema, como na carreira de Van Damme. Posso com todo o meu coração dizer que admiro tanto Jean-Claude Van Damme por ter sido um dos meus ídolos enquanto jovem, e por fazer parte da minha infância, como admiro a sua coragem e sinceridade com este seu JCVD. A sensação é bastante idêntica à que tive quando vi Rocky Balboa, e a interpretação de Sylvester Stallone. Ambos feridos com a indústria de Hollywood, ambos dispostos a tentar outra vez, havendo apenas a diferença de Stallone se esconder no seu personagem, sendo mais poético, enquanto Van Damme submete a sua pessoa a humilhações que representa no próprio filme, às vezes de uma maneira cómica, outras de uma forma triste. A sua forma é bastante mais confessional, bastante mais arrependida, bastante mais humilde. Uma interpretação tão fantástica, como comovente.

Aconselho-vos vivamente a darem uma hipótese a este JCVD, e mais que tudo, a Jean-Claude Van Damme. Afinal de contas o vencedor do globo de ouro de melhor actor, e principal candidato à nomeação para melhor actor, e consequente vitória na próxima edição dos Oscar, já contracenou aqui com o nosso amigo. Dêem uma vista de olhos ao filme Double Team, e pensem que se calhar, por alguma razão, um dia poderá ser a vez de Van Damme a dizer… "I would like to thank the Academy…".

Nota Mandylor:
7/10

O Melhor: Van Damme, e a exploração cómica e dramática da sua personagem. O assaltante que delira com Van Damme é memorável.

O Pior: A interpretação de Van Damme não chega para fazer do filme uma obra-prima.



Costas Mandylor
Ante-Cinema#

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MandyLord of the Movies e os 10 Mandamentos de 2008

Aqui o Costas esteve de férias prolongadas. Sabem que levar com o Saw todo e dia e toda a hora, é ainda mais torturante do que ir vê-lo ao cinema. Ao menos vocês têm 90 minutos a rirem-se, enquanto eu tenho de parecer sério e muito contente com o meu papel, que já vai na terceira edição como actor, e tão cedo não parece ter fim. Fala-se em mais cinco Saw’s, e a única coisa que espero, é que matem o meu personagem o mais rápido possível, senão daqui a nada tem filhos… De qualquer forma não me esqueci do Ante-Cinema, e aqui vos deixo o meu top 10 dos melhores filmes de 2008 estreados em Portugal.


10# Michael Clayton
A um interessante argumento juntam-se memoráveis interpretações. Se Tom Wilkinson domina a primeira metade do filme, George Clooney explode na segunda para a melhor interpretação da sua carreira. Tilda Swinton também está bem, mas o seu Oscar parece injusto quando Wilkinson e Clooney não ganharam.

9# Tropic Thunder
Só por Robert Downey Jr. este filme merecia estar nesta lista. Mas todos os adicionais "picanços" a Hollywood solidificam este filme como um clássico da comédia. Cereja no topo do bolo, não existe musical com melhor cena de dança do que a de Tom Cruise nos créditos finais deste filme. E nem sequer é a melhor parte dele.

8# Entre les Murs
O último vencedor de Cannes, é também o filme Europeu do ano (Atonement não conta). Este filme parece ter sido retirado directamente duma das minhas aulas quando estudava. Tal e qual. O seu grande trunfo é a maneira como faz com que penetremos nas nossas memórias, e nos identifiquemos com os personagens. Passam-se 2 horas e está tudo lá. O miúdo que todos gozam, o rufia, o inteligente, o burro, as meninas bonitas, os desportistas. Uma vitória merecida, que retrata os problemas sociais das escolas, de forma realista, madura, e sem convencionalismos "à le Dangerous Minds". Quem não se lembra dos tempos de escola?

7# The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford
É um filme bonito de se ver. Esteticamente, o melhor do ano. Mas é a relação entre Brad Pitt e Casey Affleck que faz o filme. Não nos podemos também esquecer de uma das melhores e esquecidas bandas sonoras do ano.

6# Atonement
Esta adaptação de um romance captura com sentimento a história trágica dos protagonistas, excelentemente representados por McAvoy e Knightley. Saoirse Ronan também se destaca como revelação. E não nos podemos esquecer na memorável sequência da praia de Dunkirk, uma das mais inesquecíveis da história do cinema.

5# Into the Wild
Sem dúvida merecia estar entre os melhores lugares. Into the Wild preenche o espírito aventureiro que todos gostaríamos de ter, e ao mesmo tempo chama-nos para as responsabilidades da vida, que obviamente não podemos virar costas. Um magnifico filme de Sean Penn, que prova o talento que tem para realizar. Palmas para Emile Hirsch, que se vem a confirmar como o próximo Leonardo DiCaprio (sem o Titanic e A Praia).

4# No Country for Old Men
O filme vencedor do Oscar da última edição, é mais uma brilhante obra dos irmãos Coen. Extremamente bem adaptado, este filme traz-nos sobretudo personagens inesquecíveis, como Javier Bardem no papel do assassino implacável Anton Chigurh, que lhe valeu o Oscar para melhor actor secundário. Feita justiça sobre o actor, temos também grandes interpretações de Josh Brolin, que cresce de filme para filme, e de Tommy Lee Jones, o veterano que teima em representar papéis "em nome da lei", mas que lhe assenta como uma "luva" neste filme.

3# Wall-E
O que dizer do robot mais querido da história do cinema? Tornou-se instantaneamente num clássico. Este robot inspirado nos mestres da comédia, como Chaplin ou Buster Keaton, traz-nos uma lufada de ar fresco naquela secção de animação, que começava a ser dominada por sequelas chatas, repetitivas, e frustradas que se têm vindo a fazer. Wall-E, tanto para miúdos, como graúdos, é um filme obrigatório, e sobretudo uma obra-prima.

2# The Dark Knight
O filme mais esperado do ano (a par de Indiana Jones), tornou-se além do mais rentável, um dos melhores filmes da saga de que há memória. O realizador Christopher Nolan é perfeito na execução e entrega (não se podia pedir mais). Christian Bale é impecável a vestir o manto de homem-morcego, e a encarnar o filantropo Bruce Wayne. Gary Oldman é ainda melhor que no filme anterior como detective James Gordon, assim como Morgan Freeman e Michael Caine, a interpretarem Lucius Fox (Freeman), e o mordomo mais famoso do mundo, Alfred Pennyworth (Caine). Obviamente o melhor fica para o fim, e também para a história, uma vez que Heath Ledger encarna com a maior das mestrias a personagem arqui-inimiga de Batman, Joker. Infelizmente devido ao seu falecimento, temos que apenas viver com o seu grande feito, neste que foi o seu último filme acabado.

1# There Will be Blood
Daniel Day-Lewis faz “a interpretação do século” e consegue levar o filme para o topo da lista. Mas é muito mais do que isso. É um filme inquietante, uma obra de arte visual e sonora, é uma corajosa desmistificação do sonho americano. Não esquecer também Paul Dano, no papel mais subvalorizado do ano. O melhor filme do ano, "That's a wrap!!!".

Ante-Cinema#

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

MandyLORD OF THE MOVIES


CABELOS DO CINEMA


Hoje é consoada, por isso, apanharam-me bem disposto. Daí que vos mando umas dicas de sabedoria como só eu sei escrever.

Meninos e meninas, aprendam aqui com o Costas: o segredo para o sucesso em Hollywood é um bom penteado. Excepções à parte (Javier Bardem), maus cabelos sem intenção são um vírus para as carreiras de actores estabelecidos. Duvidam? Se o meu espectacular cabelo não fosse prova suficiente tomem em atenção os seguintes argumentos.


Argumento nº 1 - John Travolta - The Punisher (2004)

Travolta já teve os seus altos e baixos, mas quase irremediavelmente acabou a carreira com este filme. Na teoria, esta adaptação da banda desenhada tinha tudo para correr bem: um realizador novato mas com créditos firmados em argumentos de filmes de acção, a Rebecca Romjin e Laura Harring para enfeitar o cenário e um vilão de luxo em John Travolta. Mas quando as pessoas viram no trailer aquela trunfa monumental, todas quiseram distância do filme. E como Travolta insistiu com o penteado nos filmes seguintes, todos quiseram distância dele...

Argumento nº 2 - Nicolas Cage - Next (2007) e filmes seguintes

É preciso dizer alguma coisa? A cada filme que passa pior está o cabelo de Cage e mais fundo se enterra o homem. Crise de meia idade? Puro mau gosto? O facto é que os filmes que Cage faz pioram com a sua farfalheira...

Argumento nº 3 - Tom Hanks - The Da Vinci Code (2006)

Este é mais um caso de qualidade (ou falta dela) e não de sucesso. The Da Vinci Code é daqueles filmes à prova de crítica e, por isso, a única pessoa afectada na negativa com o filme foi Hanks. O rapaz já fez filmes maus, mas más interpretações foi novidade até ao mal fadado filme. O que mudou em relação a outros filmes menos bons que tenha feito? O cabelo claro. Pelos vistos Nicolas Cage não é único a gostar deste tipo de penteado, já que alguém na produção do filme de Ron Howard também gostava. Deve ser por isso que Hanks está amuado o filme inteiro...

Gostaram do brinde? Então vejam se compram o dvd do SAW 5 porque tenho de comer!

Bom Natal!

O vosso Costas Mandylor.

Ante-Cinema#

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

MandyLORD OF THE MOVIES


'O PUZZLE QUE TEIMA EM NÃO SE CONCLUIR'


Depois de uma breve apresentação do que será o meu espaço no Ante-Cinema, volto desta vez para vos falar do que andei a matutar durante este tempo que estive ausente.

Posso começar com o filme Saw V, a que estou associado há três filmes consecutivos da série, e que sinto uma necessidade quase incontrolável de falar. Essa necessidade surge da repugnância que senti quando vi este filme. Vá lá, não gostei muito do primeiro mas admito que tem a sua essência. O segundo é uma desculpa barata para continuar a fazer dinheiro e inevitavelmente complicar o que não precisava de se complicar. O terceiro por acaso surpreendeu-me bastante pela positiva, não pelo argumento em si, nem por nenhum pormenor em especial, mas sim pela quantidade e qualidade de gore, e principalmente pela simplicidade como é apresentado. É deixado de parte todo o pretensiosismo dos primeiros filmes, e somos presenteados com um filme (e este sim podemos chamar de terror), que nos cola do inicio ao fim à cadeira, e vaidades de parte, eu entro nele. O grande problema chega quando nos oferecem de bandeja as sequelas Saw IV e Saw V, e a pergunta que se coloca é se os produtores desta série não estarão a disparar pólvora seca. A pergunta é imediatamente respondida a quem quer que veja estes últimos dois filmes, que para mim são exemplos puros do que pior se faz em Hollywood. O primeiro engendra toda a construção de uma teoria da conspiração barata por parte do personagem interpretado por Tobin Bell. Não me interpretem mal, Tobin Bell é provavelmente a única coisa que se aproveita, mas não chega para salvar dois filmes tão fracos que tornam o seu visionamento quase insuportável. Para piorar, o personagem de Jigsaw continua a matar mesmo depois de supostamente ter morrido, dando a entender que será outro personagem que não Tobin Bell, a torturar todos aqueles que prejudicam a sociedade. Flash news, ou talvez não, Tobin Bell surge novamente em Saw V, desta vez nas memórias dos personagens que agora tentam dominar o filme, mas que efectivamente são sempre abafados pela memória do actor, que como um fantasma, rouba o protagonismo a qualquer actor que se atravesse nestes últimos filmes da série. Mas as falhas não se ficam apenas pelo cansaço que esta série representa. Os personagens são fraquíssimos, e cada vez mais perdem o pouco carisma que tinham. O argumento é pobre, complicado, desinteressante, e pela quinta vez justificado em dois minutos recorrendo aos flashbacks a que nos habituaram. As motivações dos personagens são cada vez piores, e cada vez mais escritas em cima do joelho. Enfim, se não fosse o dinheirito que ganhei neles a interpretar o detective Mark Hoffman, tenho a certeza que não perderia nenhum segundo da minha vida com estes últimos dois filmes.

Só rezo para que desistam de fazer o Saw VI, e principalmente que não chegue ao ponto a que chegaram as séries Halloween, Friday the 13th, e Nightmare On Elm Street.


As minhas Pontuações:

Saw – 6/10
Saw II – 5/10
Saw III – 7/10
Saw IV – 2/10
Saw V – 2/10


EXCERTO DE SAW IV:



Ante-Cinema#

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

MandyLORD OF THE MOVIES escreve...

Olá. O meu nome é Costas Mandylor, sou actor, e vou passar a escrever neste blog á socapa do "headmaster" Fernando Ribeiro. Alguns de vocês devem conhecer-me de filmes como Triumph of the Spirit, Soapdish (onde contraceno com o meu grande amigo Robert Downey Jr.), Crosscut, o aclamado Dinocroc, ou na série de culto Secret Agent Man, etc...
Mas passando á frente, e sendo óbvio que todos vocês já viram repetidas vezes estes filmes, que com toda a certeza marcaram as vossas infâncias, juventudes, adolescências, fases adultas, e até velhices, vou passar a aspectos mais importantes, tais como a minha apuradíssima veia cinematográfica.
Resumindo, uma vez por mês, ou talvez umas poucas mais, caso os filmes mereçam o desgaste dos meus dedos, irei deixar no espaço dedicado á minha ilustre pessoa, umas belas crónicas sobre o que este poeta do cinema, "bigger than life" pensa sobre as maravilhas ou desgraças que se fazem por estas alturas neste planeta chamado Terra.


PS:
Sim... é verdade o que se diz sobre mim... entrei no Saw III, e no Saw IV.
Sim... também vou entrar no Saw V...
E são os melhores Saw de todos. Para o caso de se lembrarem de perguntar...

Ante-Cinema#